Iniciativa Global do Café prevê US$ 500 milhões para apoiar adaptação da cafeicultura às mudanças climáticas
Ação liderada pelo governo italiano e o Banco Mundial tem no Conselho Nacional do Café (CNC) o representante do Brasil
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Lançada nesta quarta-feira (14), em Roma, pelo governo italiano e o Banco Mundial, a Iniciativa Global do Café pretende mobilizar em seu arranque US$ 500 milhões, com o propósito de atrair investimentos públicos e privados, com o objetivo de fortalecer a cadeia cafeeira mundial e ampliar a renda dos produtores diante dos desafios climáticos.Um dos principais instrumentos anunciados é o Espresso Fund, apresentado como o primeiro fundo global público-privado dedicado à cadeia do café.Nesta agenda, o Conselho Nacional do Café (CNC) foi convidado pelo Banco Mundial e pelo Programa ONU-REDD a participar do intercâmbio global “Investable Beans: De-risking and Financing Forest Positive Supply Chain”, que será realizado presencialmente nos dias 29 e 30 de outubro de 2026, na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália.O encontro reunirá representantes de governos, instituições financeiras, organizações de commodities, parceiros de desenvolvimento, setor privado e sociedade civil para discutir caminhos que permitam ampliar os investimentos em cadeias produtivas de café e cacau livres de desmatamento. A proposta é promover conexões entre potenciais investidores e organizações do setor, além de desenvolver mecanismos de cooperação para financiar iniciativas sustentáveis.Visão do CNCO CNC assinala que tem defendido, ao longo dos últimos anos, que as iniciativas internacionais voltadas à sustentabilidade e ao financiamento da cafeicultura assegurem a participação de todos os países produtores, com oportunidades concretas de investimento, fortalecimento da produção e melhoria da renda dos cafeicultores.Segundo o CNC, a criação de mecanismos internacionais para financiar a cafeicultura é uma oportunidade importante para enfrentar desafios como as mudanças climáticas, a renovação de lavouras, a adoção de tecnologias, a rastreabilidade e a preservação ambiental. No entanto, para que essas iniciativas produzam resultados duradouros, é fundamental que os recursos não se concentrem em um grupo restrito de países ou regiões.Nesse contexto, o Programa Café Produtor de Água, desenvolvido pelo Conselho Nacional do Café em parceria com cooperativas e instituições públicas e privadas, apresenta-se como uma iniciativa com potencial de contribuir para essas discussões.Por meio de ações voltadas à conservação do solo e da água, proteção de nascentes, recuperação da vegetação nativa e valorização dos serviços ambientais, o Programa está alinhado aos objetivos de promoção de cadeias produtivas sustentáveis e livres de desmatamento. Sua experiência poderá ser compartilhada como um possível caminho para integrar conservação ambiental, produção cafeeira e mecanismos de financiamento, contribuindo para a ampliação de investimentos e parcerias.